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No capítulo do associativismo, destacamos a Associação Recreativa e Desportiva do Mogrão e a Associação Desportiva e Recreativa das Arcas.
O objectivo destas associações é promover e desenvolver as actividades culturais, recreativas e desportivas beneficiando as gentes da freguesia de Arcas.

O visitante que desejar pernoitar na freguesia dispõe de duas unidades de alojamento, inseridas no turismo rural: Solar das Arcas e Casa de São Caetano.

Solar das Arcas (Turismo de Habitação)
Rua São Caetano
5340-031 Arcas
Telefone 278401441/ 278401442

Casa de São Caetano (Apartamentos turísticos)
Rua São Caetano
5340-031
Telefone 278401937
Como lugares de encontro e reunião das suas gentes destacamos três cafés.

Café Mãe d’ água
Rua da Mãe d’ água
5340-031 Arcas
Telefone 278401115

Mini Mercado Café Central
Rua São Caetano
5340-031 Arcas
Telefone 278401369

Cervejaria Martins
Rua da Capela
5340-031 Arcas
Telefone 278401128

Como principais pólos de atracção turística desta freguesia destacamos a sua paisagem natural, os Santuários do Senhor do Cerro e do Divino Senhor dos Passos, o Cabeço dos Mouros, a Fonte de Meles e a ponte de Nozelos.

O visitante poderá ainda contemplar a riqueza do património arquitectónico desta freguesia, destacando-se:

Pelourinho de Nozelos
Foi construído provavelmente no século XIV. No século XX, em 1935, só restava o fuste. Em 1991, devido a um acidente de viação o pelourinho foi partido. Os fragmentos encontram-se na posse do senhor Alberto Ramos ou da irmã. Apresentava fuste facetado de três metros, terminando com grosso anel de pedra.

Solar de Arcas
Solar rural barroco de estilo joanino, construído pela família Pessanha, tendo-se mantido até hoje em posse desta família. Apresenta planta rectangular transversal, com portal axial coroado por escudo armoriado, no centro de frontaria equilibrada e simétrica e fenestração com molduras decoradas. Possui capela com retábulo-mor em talha rocaille em tons de dourado, azul e encarnado. Actualmente, esta residencial está inserida no Turismo de Habitação.

Igreja Matriz de Arcas
Este templo da invocação de Santa Catarina de Alexandria, datado provavelmente dos fins do século XVIII, está situado no centro da povoação. Não apresenta nenhuma riqueza artística que a valorize. É de pequenas dimensões e foi restaurada muito recentemente. Encontra-se em muito bom estado de conservação.

Capela Santa Rita
Está situada junto à escola da povoação, bem perto do cruzamento Arcas — Vilarinho de Agrochão. É uma capela privado — pública. Foi restaurada há poucos meses pelos seus actuais proprietários. Simples, com origem provável no século XVIII, é mais um marco de fé destas gentes.

Igreja de Nozelos
Monumento do século XVII ou do século anterior, chama desde logo a atenção de quem segue viagem por Arcas-Nozelos-Torre. É de grandes dimensões e possui alguns mimos de talha renascentista nos três altares. Acompanhando a sorte do povoado, que ontem foi vila e hoje tem 20 famílias, está em riscos de ruir se não for muito em breve restaurada.

TRADIÇÕES
Em Arcas são várias as festas e romarias que animam as gentes desta terra. No dia 26 de Dezembro festeja-se a Festa de Santo Estêvão. No dia 25 de Novembro celebra-se a Festa em honra de Santa Catarina, padroeira desta freguesia. A Festa do Divino Senhor dos Passos realiza-se no segundo domingo de Agosto. Esta festa tem a duração de três dias. A 14 de Junho festeja-se o Santo António. Celebra-se ainda o Corpo de Deus (festa móvel).
Na povoação de Nozelos, no primeiro domingo após a Páscoa, celebra-se a Pascoela.
Após o Pentecostes, na povoação de Mogrão, celebra-se o Senhor do Cerro.

Os jogos tradicionais desta freguesia são os jogos do fito, da relha, da raiola e da bilharda, praticados durante a Quaresma. Pela Páscoa jogava-se o pião.
Para se jogar o fito é necessário duas pedras e dois marcos, sendo estes colocados em pé à distância de 10 ou 20 metros um do outro. Dois ou quatro jogadores, neste caso formando equipa, tentam derrubar o fito, o mesmo é dizer o marco, ou pelo menos conseguir que a sua pedra fique o mais próxima dele. Aquele que derrubar o fito ganha 4 pontos, e o que conseguir ficar mais próximo fica com 2 pontos. O vencedor será aquele que conseguir arrecadar 40 pontos.

Tradicionalmente praticado pelos rapazes, o jogo do pião utiliza como material um pião de madeira e um cordel. É necessário envolver o pião com o cordel, e a partir do bico, lançá-lo ao chão. O objectivo é colocá-lo a girar o mais tempo possível. O jogo pode assumir diversas variantes. Uma delas consiste em desenhar um círculo no chão com a ajuda do pião, com um diâmetro pelo menos igual ao comprimento do cordel. Aí são lançados os piões com o objectivo de retirar do círculo os piões adversários. O pião vencido leva tantos niques dos outros piões, quantos os combinados previamente.

Noutras formas de jogar, o próprio cordel pode ser utilizado para retirar o pião ainda em movimento rotativo de dentro do círculo ou ainda se pode tentar colocar o pião a girar na palma da mão.
Actualmente, estes jogos caíram em desuso. No entanto, ocasionalmente ainda se pratica o jogo do fito.

GASTRONOMIA
Dos pratos típicos da freguesia destacam-se as sopas da malhada, as sopas de alho, a bola fina, as alcaparras, o rancho, as casulas secas e os famosos enchidos, nomeadamente a alheira, o chouriço doce, a bocheira, a linguiça, o salpicão, o palaio e o presunto.

O Palaio é um enchido característico do Nordeste Transmontano, que se faz na altura das matanças e se guarda para comer mais tarde. Faz parte, em muitas terras, dos «Cozidos de Carnaval», em conjunto com outros enchidos, podendo acompanhar as Cascas ou Casulas.
É um enchido muito «caseiro», de escassa comercialização.

As casulas são um produto típico de Trás-os-Montes, nomeadamente da Terra Fria. Come-se sobretudo no Inverno e é muito frequente encontrá-lo entre os petiscos do Entrudo.
Trata-se de um feijão que se colhe ainda na vagem quando o grão está bem formado, mas ainda não seco.

A vagem parte-se (ou não) em bocados e põe-se a secar ao sol, durante vários dias, sobre palha ou mantas.
Depois de bem secas, as casulas guardam-se em saquinhos de pano, para consumir nos dias frios de Inverno.

ARTESANATO
Em tempos remotos a indústria caseira da seda ocupava as gentes desta freguesia, nas horas vagas e tempo que queriam e podiam dispensar, assim como a manufactura de cestos em verga ou vime e a tecelagem do linho.
Hoje, o cultivo da seda desapareceu por completo, tal como aconteceu em todo o distrito e país. A tecelagem do linho e os trabalhos em verga ou vime estão em perfeita decadência.